quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Conflito interno
Não há como deixar de separar um conflito interno que tanto atormenta: consciência e memória. Não que elas sejam antagônicas, mas sim ambíguas, gerando, por si só, um conflito. O que distingue essas duas entidades que nos dá noção do real e do imaginário? Às vezes falar antes de pensar, mostra a dificuldade de elo entre memória e consciência. Que dificuldade está entre essa relação, que, por diante de um simples lapso, nos desqualifica? Certamente, o erro vai estar em algum ponto dessa relação em se tratando de qualquer conteúdo. Não obstante, quando se toma noção do conflito gerado pela consciência em frente à memória, não há como definir, para si próprio, o que tem mais valor, o real ou o imaginário. Qual o poder da impressão que isso nos causa? Pode ser mera adaptação em busca de um movimento para a perfeição. Mas essa perfeição existe a ponto de servir de juízo de valor para os demais que buscam nos qualificar? Pode ser que o conflito sirva para a própria existência do homem que projeta o que vê, mas não tem a exata noção do que é real. Enfim, qualificar ou quantificar atitudes expressam uma imagem, porém não revelam o valor interior que o próprio ser é capaz de expor ao exterior.
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