quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Presença Indesejável

O filme Taxi Driver é o maior exemplo para mostrar o que sinto atualmente. Não podia ter sido outro 18 de janeiro. Foi o pico do oposto para o que sinto em 20 de janeiro.
Parece que Travis é um personagem feito para mim, porque mostra o quanto sou preso ao meu mundo e sinto-me estranho no mundo real. Mesmo que eu não seja a pessoa ideal para distinguir o certo do errado, pude ver o abismo disso no dia 18. Nesse dia conheci a Paty, tinha um filha, que dependia do seu trabalho para sustentá-la. A jovem era mais velha do que eu 1 ano e estava sendo aliciada por um trabalho mais fácil e realmente indigno. Acredito que não compensa dizer o tipo de trabalho mesmo que para ela seja produtivo.
Outro fato importante em tal dia foi minha decepção e outras decepções, que talvez sirvam para uma transformação mais completa. Acredite, meu amigo, foi tudo por necessidade. No entanto, essa minha vontade pode também ser considerada desagradável.

Não podia ter sido outro dia do que aquele 18 de janeiro. Era para deixar de ser menino e virar ladrão (homem)? Ladrão que também sou, pois não um ladrão de material, mas um ladrão de confiança que merece um castigo. Isso é o Indesejável.

A Presença foi aquela filha, aquela gravidez indesejada, que força uma vida para aquela moça e mostra o quanto sou Travis. Enfim, não faltam esperanças para este personagem, que inesperadamente parecia estar morto, mas no fim, no relance de esperanças, ressurge intacto para uma nova viagem. Pronto, já posso ser preso.

Nenhum comentário: